ALMANAQUE DO ROBERTO



Página de recados de Roberto Carlos


4 - Ameaças todos os dias.
03 de Janeiro de 2021
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NAVEGANTES SC  - Depois que fui proibido de estudar, trabalhar e ter o carrinho de pipocas apreendido 3 VEZES  na frente do Colégio Nereu Ramos em Itajaí SC, voltei a vender picolés e sorvetes nas praias. O melhor ponto que encontrei para vender, foi na fila do ferry boat de Navegantes SC. Um funcionário graúdo da prefeitura de Navegantes tinha uma sorveteria que vendia sorvetes  mais barato. Mas eu preferia vender para a sorveteria Stringari de Itajaí SC, porque eles faziam picolés e sorvetes cremosos,  pasteurizados e picolés de frutas com água filtrada. Tive que pagar  o alvará anual na prefeitura de Navegantes  para vender sorvetes de uma empresa de  Itajai. Um funcionário da prefeitura proibia vendedores ambulantes na fila do ferry boat todos os dias. Com o alvará em mãos, eu tinha permissão para vender em qualquer lugar de Navegantes. Assim mesmo esse funcionário da prefeitura com colete de segurança ilegal, me ameaçava e me proibia.  Ele me aterrorizava todos os dias. Umas 3 vezes fui perguntar na secretaria da fazenda de Navegantes  se eu podia vender sorvetes ali. Eles repetiam que com alvará eu podia vender em qualquer lugar da cidade. O funcionário da prefeitura me empurrava todos os dias com várias ameaças dizendo : "se ninguém pode vender aqui, você também não vai vender nada aqui. Se você continuar vendendo aqui eu vou te matar, te quebrar inteiro, vou jogar tudo lá no mar."  Eu passei a temporada de verão inteira, com ele me chutando, me empurrando, esbarrando na gente. Eu aguentava tudo calado, porque eu vendia bastante na fila do ferry boat. Foram uns 3 meses de terrror. Eu levantava cedo todos os dias, sabendo que eu iria vender e trabalhar  sob ameaças durante o dia inteiro. Inclusive nos feriados e fins de semana. Só desisti de vender sorvetes e picolés, quando ele derrubou e jogou o meu carrinho no chão. E na frente dos turistas e dos carros parados, ele pisou e esmagou tudo com os pés.  A partir desse dia em diante passei a mendigar de cidade em cidade sem entender nada.  

 Ele ficava mais violento e agressivo, sempre que ficava conversando e rindo  com PMs que paravam as viaturas de vez em quando ali perto. E quando roubavam carros no estacionamento da prefeitura, eles alegavam  para a imprensa local, que não tinham policiais suficientes na cidade.

 

 

LAGEANÊS : para o lageano eu sou culpado de tudo que me acontece de ruim  e me fazem de ruim. Para impedir que eu se defenda com unhas e dentes, os moradores de Lages alegam que eu falo mal de todo mundo. Aqui em Lages estou condenado a ser morador de rua, mendigo e  vagabundo. 

 

 



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